Para refletir, antes de votar!!
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sábado, outubro 06, 2012
segunda-feira, junho 18, 2012
Pedagogia da contradição
Crédito da imagem: http://jcnavegacharge.blogspot.com.br/2011/04/prof-pardal.html
Inusitada crônica escrita pelo professor Everaldo Cerqueira. Além de fazer rir muito, permite uma reflexão sobre a prática docente. O trecho abaixo foi o meu preferido!
"Faltando uns 12 minutos para terminar o horário da aula escrevi na lousa: “Dever para Casa”. Em seguida, disse para a classe: - Vocês não precisam fazer este exercício em casa!
Uns três alunos, em coro, disseram:
- Se não é pra gente fazer, por que o senhor botou no quadro?!!
- Eu coloquei no quadro para ficar cheio de letras, para enfeitar a lousa, e quando a Supervisora ou o Diretor passar, pensar que estou trabalhando... Não é para vocês fazerem! Entenderam! Ou não entenderam!"
Conceição
sábado, junho 09, 2012
O PROFESSOR E A AUTORIDADE
Crédito da imagem: http://www.vithais.com.br/2011/01/autoridade-x-autoritarismo.html
Recentemente, questionada por uma aluna sobre autoridade, saí em busca de informações na web. Encontrei este texto esclarecedor de Régis de Morais, que disserta sobre o assunto.
Segundo o autor: "Em algum lugar do passado algo mudou e não foi para melhor. Aparentemente, os anos de autoritarismo fizeram grande confusão com o que entendemos “ser autoridade”. O docente já não é o mesmo. Talvez os ventos da década de 1960 ou mesmo os de 1980 fizeram mal a boa parte da saúde espiritual dos discentes em sala de aula. Alunos e alunas andam confundindo as coisas e, diante da sociedade hedonista e do consumo, têm perdido qualquer referência".
Leiam e me retornem com a opinião de vocês.
Conceição
domingo, março 04, 2012
O não de Eloá
Crédito da imagem: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/03/11/agora-lindemberg-vai-falar-diz-advogada-ele-queria-matar-eloa-afirma-promotor.htm
Para pais e professores, a apresentação servirá como um delicado puxão de orelhas e uma forma de nos fazer refletir sobre o quanto somos responsáveis pelo rumo que os acontecimentos tomam. Leiam com muita atenção a apresentação preparada pelo professor Jorge.
http://pt.scribd.com/supradados/d/7740355-onaodeELOA
Conceição
terça-feira, dezembro 27, 2011
quarta-feira, novembro 30, 2011
Voce vai ser professor?
Continuamos a dar aulas nos cursos de licenciatura como se estivéssemos em Cambridge. Tudo corre de modo irreparável. Ao menos nós, os bons professores das universidades públicas, continuamos a colocar os alunos lendo os clássicos, falando sobre infância e teorias pedagógicas e tudo o mais. Fingimos descaradamente que os estados e os municípios (os únicos responsáveis pelo o ensino básico) estão fazendo a sua parte e que os nossos alunos irão ocupar os postos de professores no ensino fundamental e médio. Mas não vão.
A média de exoneração a pedido do próprio professor é de mais de dois por dia letivo, entre os que passaram em concurso recente no Estado de S. Paulo. Em 25 dias letivos, foram 60 professores que deixaram o cargo. A maior parte deles está entre os mais bem formados, os que vieram de universidades públicas (Folha, 21/03). O governo Alckmin diz que isso é “normal”, que tais pedidos são por “motivos pessoais”. Sim! De fato, são pessoais. A maioria diz que sua experiência pessoal, em 25 dias, mostra que não compensa, por mil reais, enfrentar alunos que não prestam atenção em nada, apenas falam no celular durante a aula, furam pneus de carros e ameaçam professores. Isso sem contar as condições físicas das escolas. Essa é realidade paulista, mas São Paulo não precisa se orgulhar sozinho por ter tornado seu ensino um lixo. A maior parte dos estados da Federação apresenta os mesmos problemas. Os melhores professores, os concursados que passam nos primeiros lugares dos últimos exames, logo percebem que qualquer outro emprego pode ser melhor que ser um professor da escola pública. Nunca um setor do serviço público foi tão menosprezado no Brasil.
Leia toda a matéria em: http://ghiraldelli.pro.br/2011/03/21/voce-vai-ser-professor-conta-outra-vai/
Conceição
Sobre educação no Brasil
Crédito da imagem: http://vereadorserique.blogspot.com/2010/07/ananindeua-tem-o-melhor-ideb-da-regiao.html
Leia com atenção e reflita: http://www.slideshare.net/luciano.ob/sobre-educao-no-brasil
Caso não consiga visualizar diretamente do blog esta apresentação, digite na busca: sobre educação no Brasil slideshare net luciano.
Conceição
sexta-feira, novembro 04, 2011
Nove ações humanas que ameaçam a terra
Arquivo pessoal
Além do ciclo do carbono, outros sistemas estão sendo modificados pelo homem em patamares que desafiam a capacidade do planeta de prover os recursos que usamos
Falta de oxigênio na água doce, branqueamento de corais nos mares, inclusão de poluentes químicos na cadeia alimentar, esgotamento dos recursos hídricos, diminuição da capacidade dos oceanos de fixar carbono, deslizamentos de terra, queda ou aumento na produtividade de cultivos...
O desmate e queimada de florestas aceleram o processo de extinção de espécies
O desmate e queimada de florestas aceleram o processo de extinção de espécies
Boa parte desses fenômenos tem sido atribuída ao ciclo do carbono e ao aquecimento global. Mas, há alguns anos, cientistas vêm defendendo que a estabilidade característica do período Holoceno (os últimos 10 mil anos), que permitiu o desenvolvimento da humanidade, depende de vários sistemas interconectados - além do ciclo do carbono - que o homem também modifica. São as "fronteiras planetárias", segundo definição de Johan Rockström, do Stockholm Resilience Centre, na Suécia.
Fronteiras. Rockström e colegas de diversas especialidades estabeleceram nove "fronteiras" de atuação humana:
1 - perda de biodiversidade;
2 - lançamento de aerossol na atmosfera;
3 - poluição química;
4 - mudança climática;
5 - acidificação dos oceanos;
6 - redução da camada de ozônio;
7 - ciclos do nitrogênio e do fósforo;
8 - consumo global de água e
9 - mudança no uso do solo.
Para seis delas, os cientistas sugerem limites de intervenção e concluem que, em três dessas fronteiras, nós já ultrapassamos os limites: perda de biodiversidade, ciclo do nitrogênio e mudança climática.
"As fronteiras definem os limites seguros para a ação humana e estão associadas aos processos e subsistemas biofísicos do planeta", afirma o cientista. Seu artigo A safe operating space for humanity ("Um espaço operacional seguro para a humanidade", em tradução livre), foi tema de um evento no mês passado na University College London, na Grã-Bretanha, às vésperas da 17.ª COP, em Durban, África do Sul.
"Estamos em um momento importante para o mapeamento das vulnerabilidades do planeta. Mas, em alguns casos, não sabemos nem mesmo quais são elas", afirma o pesquisador Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
"Por mais que tentemos encarar esses limites de forma única, eles estão entrelaçados. Se aumenta a quantidade de carbono na atmosfera, provocando aquecimento, interfere-se na permanência das florestas e na manutenção dos recursos hídricos", exemplifica Lúcio Bede, biólogo e membro da Conservação Internacional (CI).
Uma outra fronteira problemática é a do ciclo do nitrogênio, muito utilizado na formulação de fertilizantes agrícolas. "O que a planta não absorve vai ser oxidado ou reduzido até chegar ao N2 (nitrogênio em estado gasoso) que vai para a atmosfera. O problema é quando essas reações não se fecham em N2, mas em formas mais reativas, que são os óxidos nitrosos, gases com potencial de causar efeito estufa maior até que o do CO2", explica Fabrício Butierres, engenheiro químico e professor da Universidade Federal do Rio Grande.
"O nitrogênio em forma de nitrito ou amoniacal vai para as águas e causa eutrofização (falta de oxigênio), provocando perda de biodiversidade", diz.
Conhecimento empírico. A constatação dessas conexões entre as fronteiras levou Rockström e seus colegas a estipular limites para as operações humanas. Mas, em alguns casos, segundo especialistas, esses limites não se aplicam.
"Os limites usados são medidas únicas. Mas poluição química é outra coisa: existem inúmeros tipos de poluentes", explica Márcia Caruso Bicego, professora do Instituto Oceanográfico da USP, especialista em oceanografia química. "Muitos efeitos dos poluentes nós conhecemos pelas catástrofes: todo mundo sabe o que o mercúrio provoca, por causa do acidente de Minamata, no Japão. Todo mundo sabe o que acontece se alguém ingerir uma cápsula de césio-137, porque uma menininha em Goiás fez isso", explica ela.
quarta-feira, novembro 02, 2011
quinta-feira, outubro 27, 2011
Antropoceno, um novo período geológico?
Crédito da imagem: http://olhardepassaro.files.wordpress.com/2011/03/oxygen-cylinder-tree.gif
As eras geológicas são demarcadas pela constituição das rochas ou pela extinção/surgimento de espécies. Cada uma delas durou bilhões ou milhões de anos, de acordo com classificações elaboradas por estratigrafistas. O ser humano apareceu há 150 mil anos, conforme tabela geológica.
Desde que surgiu no planeta, o homem vem realizando modificações em sua estrutura. Com o advento da Revolução Industrial, por volta de 300 anos atrás, essas modificações vem se acelerando.
Em virtude disso, o Prêmio Nobel em Química de 1995, professor Paul J. Crutzen sugeriu que nomeássemos a época atual da tabela geológica de Antropoceno, pelo fato de os seres humanos serem considerados uma força geológica, tal a capacidade de exercer modificações em grande escala no planeta, na sua atmosfera e nos ecossistemas em geral.
É um vislumbre triste para nossa espécie, pois de criadora passou a destruidora. O IPCC indica que as intensas modificações que vem ocorrendo por conta da emissão de gás carbônico na atmosfera para sustentar nosso conforto estão destruindo o planeta. Os seres humanos vêm dizimando de forma vertiginosa os recursos naturais, como água, minérios, o solo e até o ar que respiramos.
Em outras palavras, a ordem não é o homem, mas o sistema de suporte de vida do nosso planeta. É o todo da vida, do qual nós fazemos parte. Nós somos parte do todo, e não gerenciadores do todo. É o resultado do coletivo das nossas ações que está nos destruindo, porque as nossas ações vão além dos limites que o mundo nos reservou.
O aumento da média da temperatura global ocasionada pelo desmatamento, a superpopulação, a extinção de espécies e os diversos tipos de poluição vem afetando sobremaneira a dinâmica do planeta. O homem vem lançando na atmosfera mais carbono que os vulcões e arrastando sedimentos com mais facilidade que os rios, os desabamentos e as enchentes. Dessa forma, precisamos reconhecer o homem como o principal causador destas destruições.
Diferente de outros tempos, hoje dispomos de dois aliados: a informação e a tecnologia. A informação é poderosa na medida em que ajuda a difundir por diversos meios sobre esses estragos e como minimizá-los, já que no meu entender reverter é impossível. A tecnologia permite pesquisar e implantar estratégias que permitam um ambiente mais sustentável para todos. É preciso uma tomada de consciência urgente, ou seremos os próximos seres extintos dessa tabela geológica.
Para saber mais: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/06/22/antropoceno-cientistas-proclamam-que-estamos-no-nascimento-de-uma-nova-era-geologica/
Conceição
terça-feira, outubro 11, 2011
O DIFÍCIL FACILITÁRIO DO VERBO OUVIR
Crédito da imagem: www.insightsdapsicologia.blogspot.com
Artur da Távola
Um dos maiores problemas de comunicação, tanto a de massas como a interpessoal, é o de como o receptor, ou seja, o outro, ouve o que o emissor, ou seja, a pessoa, falou.
Numa mesma cena de telenovela, notícia de telejornal ou num simples papo ou discussão, observo que a mesma frase permite diferentes níveis de entendimento
Na conversação dá-se o mesmo. Raras, raríssimas, são as pessoas que procuram ouvir exatamente o que a outra está dizendo.
Diante desse quadro venho desenvolvendo uma série de observações e, como ando bastante entusiasmado com a formulação delas, divido-as com o competente eleitorado que, por certo, me ajudará, passando-me as pesquisas que tenha a respeito.
Observe que:
1. Em geral o receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que o outro não está dizendo.
2. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que quer ouvir.
3. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que já escutara antes e coloca o que o outro está falando naquilo que se acostumou a ouvir.
4. O receptor não ouve o que o outro fala: ele ouve o que imagina que o outro ia falar.
5. Numa discussão, em geral, os discutidores não ouvem o que o outro está falando: eles ouvem quase que só o que estão pensando para dizer em seguida.
6. O receptor não ouve o que o outro fala: ouve o que gostaria ou de ouvir ou que o outro dissesse.
7. A pessoa não ouve o que a outra fala: ela apenas ouve o que está sentindo.
8. A pessoa não ouve o que a outra fala: ela ouve o que já pensava a respeito daquilo que a outra está falando.
9. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ela retira da fala da outra apenas as partes que tenham a ver com ela e a emocionem, agradem ou molestem.
10. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que confirme ou rejeite o seu próprio pensamento. Vale dizer, ela transforma o que a outra está falando em objeto de concordância ou discordância.
11. A pessoa não ouve o que a outra está falando: ouve o que possa se adaptar ao impulso do amor, raiva ou ódio que já sentia pela outra.
12. A pessoa não ouve o que a outra fala: ouve da fala dela apenas aqueles pontos que possam fazer sentido para as idéias e pontos de vista que, no momento, a estejam influenciando ou tocando mais diretamente.
Esses doze pontos mostram como é raro e difícil conversar. Como é raro e difícil se comunicar! O que há, em geral, ou são monólogos simultâneos trocados à guisa de conversa, ou são monólogos paralelos, à guisa de diálogo. O próprio diálogo pode haver sem que necessariamente haja comunicação. Pode até haver um conhecimento a dois, sem que, necessariamente, haja comunicação. Esta só se dá quando ambos os polos ouvem-se, não, é claro, no sentido material de”escutar”, mas no sentido de procurar compreender, em sua extensão e profundidade, o que o outro está dizendo.
Ouvir, portanto, é muito raro. É necessário limpar a mente de todos os ruídos e interferências do próprio pensamento durante a fala alheia.
Ouvir implica numa entrega ao outro, numa diluição nele. Daí a dificuldade de as pessoas inteligentes efetivamente ouvirem. A sua inteligência em funcionamento permanente, o seu hábito de pensar, avaliar, julgar e analisar tudo interfere como um ruído na plena recepção daquilo que o outro está falando.
Não é só a inteligência a atrapalhar a plena audiência.Outros elementos perturbam o ato de ouvir. Um deles é o mecanismo de defesa. Há pessoas que se defendem de ouvir o que as outras estão dizendo, por verdadeiro pavor inconsciente de se perderem de si mesmas. Elas precisam “não ouvir” porque “não ouvindo” livram-se da retificação dos próprios pontos de vista, da aceitação de realidades diferentes das próprias, de verdades idem e assim por diante. Livram-se do novo, que é saúde, mas as apavora. Não ouvir é, pois, um sólido mecanismo de defesa.
Ouvir é um grande desafio. Desafio de abertura interior; de impulso na direção do próximo, de comunhão com ele, de aceitação dele como é e como pensa. Ouvir é proeza. Ouvir é raridade. Ouvir é ato de sabedoria.
Depois que a pessoa aprende a ouvir, ela passa a fazer descobertas incríveis escondidas ou patentes em tudo aquilo que os outros estão dizendo a propósito de falar.
Conceição
O sentido da viagem
Crédito da imagem: http://hgpenter.blogspot.com
Pesquisando sobre turismo, encontrei esta publicação do Instituto Romã:
Sentido da Viagem
Hoje em dia é possível viajar para qualquer parte do planeta. Regiões desérticas,
vales e montanhas mais escondidos da geografia são hoje acessíveis aos viajantes bem
dispostos. Vilarejos onde comunidades ainda vivem em seus costumes tradicionais podem ser visitadas.
Os meios de transporte e de comunicação tornaram possível não só o contato direto
com as mais variadas regiões como também possibilitaram a construção da própria idéia de planeta, isto é, a idéia de que todos nós – por mais diferentes que possamos ser, indivíduos e culturas – somos tripulantes dessa mesma espaçonave.
Viajantes sempre existiram: aventureiros que saíam em busca de novas terras, novos
recursos, novas experiências, novas trocas. No entanto, houve uma época na historia da humanidade em que as viagens se tornaram o meio a partir do qual toda a concepção de mundo vigente se transformou completamente: foi a época dos descobrimentos. Segundo Edgar Morin e Anne B. Kern(1), foi a partir de 1992 (?) que as jovens nações européias, ao partirem para a descoberta de novos territórios, suscitaram o que hoje chamamos de Era Planetária; suscitaram o que hoje chamamos de Tempos Modernos.
Esses novos tempos são marcados pela descoberta de que a Terra é só um planeta (e
não é mais o centro do cosmos, como se acreditava) e pela comunicação entre as diferentes partes desse planeta. As viagens provocaram, portanto, uma profunda transformação das visões de mundo das mais variadas civilizações então existentes. Nem a China nem a Índia – que na época eram as mais importantes civilizações do mundo – nem os impérios Inca e Azteca – que foram violentamente subjugados, apesar de serem muito mais desenvolvidos que as nações invasoras – deixaram de incorporar as profundas transformações trazidas pelo contato com os estrangeiros que abarcavam em suas terras.
Essa nova visão de mundo foi se expandindo pouco a pouco por todo o globo, ao
mesmo tempo em que a ciência e a técnica foram se tornando referências fundamentais dessa nova civilização. Hoje a sociedade moderna se vê de um lado globalizando as suas economias e suas culturas, e de outro lado totalmente compartimentalizada, dificultando a comunicação entre as partes que a formam. As infinitas possibilidades e interconexões convivem com a ausência de linguagem comum.
A devastação do planeta e o esgotamento dos recursos naturais são preocupações de
alguns setores, apesar de afetarem a todos. Os desequilíbrios sociais também afetam a todos: a violência, o stress, a miséria e a fome.
Há indícios que os desequilíbrios recentes são indicadores do final de uma era,
assim como aconteceu com tantas civilizações que ocuparam e se expandiram pelo planeta antes de nós. “(...) a crise que hoje estamos enfrentando não é uma crise qualquer, mas uma grande fase de transição, como as que ocorreram em ciclos anteriores da história humana. (...)
Eles podem ter sido menos de meia dúzia em toda a história da civilização ocidental, entre elas o surgimento da agricultura no Neolítico, a ascensão do cristianismo na época da queda do Império Romano e a transição da Idade Média para a Idade Científica (2)”.
Se as viagens foram tão importantes e estão na origem da construção dessa fase da
história que estamos encerrando, qual é agora o seu papel na fase atual de transição, construção de novos valores e na solidificação das bases desses novos tempos que hoje estão se delineando?
Tal como nas demais atividades humanas, o turismo hoje se desenvolve, a meu ver,
por dois diferentes caminhos:
a) a viagem convencional, em que o modelo de vida urbano é transferido para o
local visitado, transformando os espaços turísticos em áreas muito similares aos locais de origem dos visitantes. A multiplicação das facilidades para viajar, a garantia de segurança e de conforto, se de um lado possibilitou o contato com qualquer parte do mundo, de outro vem levando o visitante a uma experiência cada vez mais monótona, diluída e pré-fabricada.
Embebidos de sua própria cultura, espalham pelo globo sua experiência de dominação, de indiferença, de descompromisso. O viajante tem se tornado cada vez mais passivo, evita a experiência, o contato com manifestações pré-organizadas e sem autenticidade.
Essas características são observáveis em qualquer tipo de localidade turística, seja urbana, rural, e mesmo em áreas naturais.
b) a viagem encarada como uma oportunidade de vivência, que propicia transformações internas profundas nos indivíduos; ela propicia experiências novas por poder se colocar em confronto com o outro, vivenciar o incomum, reconhecer-se com a diferença, ampliando assim o conhecimento que cada um pode ter de si mesmo. São viagens que situam, acima de tudo, o respeito e o interesse por outras maneiras de pensar, fazendo com que essa diversidade seja a base para a aproximação de outros povos que vivem hoje sua vida à sua margem ou apesar de nós. É uma maneira de viajar que nos leva a refletir sobre as diferenças e que busca compreender os fundamentos dessa diferença.
Para finalizar, gostaria de enfatizar a importância do desenvolvimento desse segundo perfil de viagem, como base e um dos caminhos possíveis para a estruturação de uma sociedade mais harmônica e da vida com mais qualidade. Nessas experiências, a relação com o tempo e o espaço são recriadas e as relações com o diferente são transformadas de forma a fazer renascer o germe do respeito, do interesse e da preservação da dignidade tanto do visitante como do visitado. Se o que estamos buscando é modificar o paradigma de sociedade sob o qual hoje vivemos, é necessário proporcionar um processo de vivência onde essas transformações possam ser experimentadas tanto nas relações de cada um consigo mesmo, como nas experimentações no contato com o outro e com o meio que o cerca. Há um outro mundo a ser descoberto quando o percurso é feito com a intenção da busca, da experiência, e não da conquista e da dominação. Fazendo isso, seguimos o conselho de Michel Serres: (3)
"Parte, deixa o ninho para se enriquecer com os costumes de outros lugares, aí ouvir palavras nunca antes proferidas. Expõe o corpo ao vento e à chuva porque, para ser verdadeiramente educado, é preciso se expor ao outro, esposar a alteridade e renascer mestiço."
Fonte: “Sentido da viagem”, Arte e Ciência - Descoberta/Descobrimentos - Terra Brasilis/Elza Ajzenberg (coord.) São Paulo: ECA/USP, 1999, Volume II
Autora: Rita Mendonça
1 Edgar Morin e Anne Brigitte Kern, Terra Pátria, Barcelona: Kairós, 1993.
2 Frijot Capra, O Ponto de Mutação, São Paulo: Cultix, 1983.
3 Michel Serres, Filosofia mestiça. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.
Conceição
quinta-feira, setembro 01, 2011
O professor e o sonho
POEMA
“O professor e o sonho” - Moaci Carneiro
Eu quero ser professor
De um saber todo sabor
De lições em desamor.
Eu quero ser professor
De uma escola que é arremesso
Pois cada dia é um começo.
Eu quero ser professor
Com asas de auto estima
Com lições de muitas rimas
Pois a vida reprimida
Parece, mas não é vida.
Eu quero ser professor
De rotas de autonomia
Cada um em sua via.
Eu quero ser professor
Que una o criativo
O singular e o coletivo.
Eu quero ser professor
Pra ensinar com ternura
Pois aula não é tortura.
Eu quero ser professor
Que acolhe com prazer
Todos que querem saber.
Eu quero ser professor
Pra tornar o erro semente:
Plantar e seguir em frente.
Eu quero ser professor
Pra dialogar, tecer
A compreensão, a ação.
Convir com harmonia
Viver a paz todo dia
Eis a suprema lição!
Fonte: CARNEIRO, M. A. A escola sem paredes. São Paulo: Escrituras Editora, 2002.
“O professor e o sonho” - Moaci Carneiro
Eu quero ser professor
De um saber todo sabor
De lições em desamor.
Eu quero ser professor
De uma escola que é arremesso
Pois cada dia é um começo.
Eu quero ser professor
Com asas de auto estima
Com lições de muitas rimas
Pois a vida reprimida
Parece, mas não é vida.
Eu quero ser professor
De rotas de autonomia
Cada um em sua via.
Eu quero ser professor
Que una o criativo
O singular e o coletivo.
Eu quero ser professor
Pra ensinar com ternura
Pois aula não é tortura.
Eu quero ser professor
Que acolhe com prazer
Todos que querem saber.
Eu quero ser professor
Pra tornar o erro semente:
Plantar e seguir em frente.
Eu quero ser professor
Pra dialogar, tecer
A compreensão, a ação.
Convir com harmonia
Viver a paz todo dia
Eis a suprema lição!
Fonte: CARNEIRO, M. A. A escola sem paredes. São Paulo: Escrituras Editora, 2002.
domingo, agosto 21, 2011
SOU UM PROFESSOR ...
Nasci no primeiro momento em que uma pergunta saltou da boca de uma criança.
Tenho sido muitas pessoas em muitos lugares.
Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas para descobrir novas idéias usando perguntas.
Sou Anne Sullivan, tamborilando os segredos do universo sobre a mão estendida de Helen Keller.
Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade por meio de muitas, muitas estórias.
Sou Darcy Ribeiro, construindo uma universidade a partir do nada no planalto brasileiro.
Sou Ayrton Senna, que transforma sua fama de herói esportista em recursos para educar crianças em seu país.
Sou Anísio Teixeira, na sua luta de democratização da
educação para que todas as crianças brasileiras
tenham acesso à escola.
Os nomes daqueles que exerceram minha profissão constituem uma galeria da fama da humanidade:
Buda, Paulo Freire, Confúcio, Montessori, Emilia Ferreiro, Moisés, Jesus.
Eu sou também aqueles nomes e rostos que já foram esquecidos, mas cujas lições e cujo caráter serão para sempre lembrados nas realizações dos que educaram.
Já chorei de alegria em casamentos de ex-alunos, ri de felicidade pelo nascimento de seus filhos e me quedei de cabeça baixa, em dor e confusão, junto a sepulturas cavadas cedo demais para corpos jovens demais.
No decorrer de um dia já fui chamado para ser artista, amigo, enfermeiro, médico, treinador; tive de encontrar objetos perdidos, emprestar dinheiro, fui motorista de táxi, psicólogo, substituto de pai e mãe, vendedor, político e guardião da fé.
Apesar de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, na verdade não tive nada a ensinar aos meus alunos porque o que eles de fato têm de aprender é quem eles são.
E eu sei que é preciso um mundo
para ensinar a uma pessoa quem ela é.
Eu sou um paradoxo.
Quanto mais escuto, mais alta se faz ouvir minha voz.
Quanto mais estou disposto a receber com simpatia o que vem de meus alunos, mais tenho para oferecer-lhes.
Riqueza material não faz parte dos meus objetivos, mas eu sou um caçador de tesouros, dedicado em tempo integral à procura de novas oportunidades para meus alunos usarem seus talentos e buscando sempre descobrir seu potencial,
às vezes enterrado sob o sentimento do fracasso.
Sou o mais afortunado dos trabalhadores.
Um médico pode trazer uma vida ao mundo num só momento mágico.
A mim é dado cuidar que a vida renasça a cada dia com novas perguntas, melhores idéias e amizades mais sólidas.
Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado,
sua estrutura pode durar séculos.
Um professor sabe que, se construir com amor de verdade, sua obra com certeza durará para sempre.
Sou um guerreiro que luta todos os dias contra a pressão de colegas, a negatividade, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia.
Mas tenho grandes aliados: a inteligência,
a curiosidade, o apoio dos pais, a individualidade,
a criatividade, a fé, o amor e o riso.
Todos vêm reforçar minha trincheira.
E a quem devo agradecer pela vida maravilhosa que tenho senão a vocês, pais, que me honraram ao me confiar seus filhos, que são sua maior contribuição para a eternidade.
E assim tenho um passado rico em recordações.
Tenho um presente desafiador, cheio de aventuras e alegrias, porque me é dado passar todos os meus dias com o futuro.
Sou um Professor...
...e agradeço a Deus por isso
Todos os dias de minha vida...
Autor(a) Texto: John W. Schlatter
Colaboração: Trad. de Tatiana Belinky e Adapt. de Guiomar Namo
Conceição
Tenho sido muitas pessoas em muitos lugares.
Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas para descobrir novas idéias usando perguntas.
Sou Anne Sullivan, tamborilando os segredos do universo sobre a mão estendida de Helen Keller.
Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade por meio de muitas, muitas estórias.
Sou Darcy Ribeiro, construindo uma universidade a partir do nada no planalto brasileiro.
Sou Ayrton Senna, que transforma sua fama de herói esportista em recursos para educar crianças em seu país.
Sou Anísio Teixeira, na sua luta de democratização da
educação para que todas as crianças brasileiras
tenham acesso à escola.
Os nomes daqueles que exerceram minha profissão constituem uma galeria da fama da humanidade:
Buda, Paulo Freire, Confúcio, Montessori, Emilia Ferreiro, Moisés, Jesus.
Eu sou também aqueles nomes e rostos que já foram esquecidos, mas cujas lições e cujo caráter serão para sempre lembrados nas realizações dos que educaram.
Já chorei de alegria em casamentos de ex-alunos, ri de felicidade pelo nascimento de seus filhos e me quedei de cabeça baixa, em dor e confusão, junto a sepulturas cavadas cedo demais para corpos jovens demais.
No decorrer de um dia já fui chamado para ser artista, amigo, enfermeiro, médico, treinador; tive de encontrar objetos perdidos, emprestar dinheiro, fui motorista de táxi, psicólogo, substituto de pai e mãe, vendedor, político e guardião da fé.
Apesar de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, na verdade não tive nada a ensinar aos meus alunos porque o que eles de fato têm de aprender é quem eles são.
E eu sei que é preciso um mundo
para ensinar a uma pessoa quem ela é.
Eu sou um paradoxo.
Quanto mais escuto, mais alta se faz ouvir minha voz.
Quanto mais estou disposto a receber com simpatia o que vem de meus alunos, mais tenho para oferecer-lhes.
Riqueza material não faz parte dos meus objetivos, mas eu sou um caçador de tesouros, dedicado em tempo integral à procura de novas oportunidades para meus alunos usarem seus talentos e buscando sempre descobrir seu potencial,
às vezes enterrado sob o sentimento do fracasso.
Sou o mais afortunado dos trabalhadores.
Um médico pode trazer uma vida ao mundo num só momento mágico.
A mim é dado cuidar que a vida renasça a cada dia com novas perguntas, melhores idéias e amizades mais sólidas.
Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado,
sua estrutura pode durar séculos.
Um professor sabe que, se construir com amor de verdade, sua obra com certeza durará para sempre.
Sou um guerreiro que luta todos os dias contra a pressão de colegas, a negatividade, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia.
Mas tenho grandes aliados: a inteligência,
a curiosidade, o apoio dos pais, a individualidade,
a criatividade, a fé, o amor e o riso.
Todos vêm reforçar minha trincheira.
E a quem devo agradecer pela vida maravilhosa que tenho senão a vocês, pais, que me honraram ao me confiar seus filhos, que são sua maior contribuição para a eternidade.
E assim tenho um passado rico em recordações.
Tenho um presente desafiador, cheio de aventuras e alegrias, porque me é dado passar todos os meus dias com o futuro.
Sou um Professor...
...e agradeço a Deus por isso
Todos os dias de minha vida...
Autor(a) Texto: John W. Schlatter
Colaboração: Trad. de Tatiana Belinky e Adapt. de Guiomar Namo
Conceição
terça-feira, agosto 16, 2011
Juventude Rejuvenescida
Autor: João Antonio Wiegerinck
Depois dos horrores da 2ª Guerra Mundial, as pessoas em todo o mundo suspiraram aliviadas. Mesmo os que não estavam próximos fisicamente do front e das trincheiras em que tantas vidas se perderam, sofriam por parentes, amigos, ou, ainda, pelo semelhante em solidariedade.
A geração que nasceu naquele período, especificamente nos últimos cinco anos do conflito, encontrou suas nações comprometidas com a reconstrução. Reconstrução de tudo, das residências à infraestrutura social e econômica. O que variava era tão somente o grau em que tal se dava, ou seja, se tijolo por tijolo e semente por semente, ou a recomposição da confiança do mercado e dos meios de produção rumo à retomada do progresso.
O quadro descrito mostra a dificuldade generalizada e instalada durante toda a fase de ressurgimento suficientemente equilibrado para a classe média de então. Ainda que com poucos recursos, essa geração criou seus filhos desejando que estes nunca passassem pelas agruras de uma guerra e suas sequelas.
Depois dos horrores da 2ª Guerra Mundial, as pessoas em todo o mundo suspiraram aliviadas. Mesmo os que não estavam próximos fisicamente do front e das trincheiras em que tantas vidas se perderam, sofriam por parentes, amigos, ou, ainda, pelo semelhante em solidariedade.
A geração que nasceu naquele período, especificamente nos últimos cinco anos do conflito, encontrou suas nações comprometidas com a reconstrução. Reconstrução de tudo, das residências à infraestrutura social e econômica. O que variava era tão somente o grau em que tal se dava, ou seja, se tijolo por tijolo e semente por semente, ou a recomposição da confiança do mercado e dos meios de produção rumo à retomada do progresso.
O quadro descrito mostra a dificuldade generalizada e instalada durante toda a fase de ressurgimento suficientemente equilibrado para a classe média de então. Ainda que com poucos recursos, essa geração criou seus filhos desejando que estes nunca passassem pelas agruras de uma guerra e suas sequelas.
terça-feira, agosto 09, 2011
Novos paradigmas contemporâneos
PARADIGMAS ATUAIS
Pesquisando sobre o assunto acima, encontrei este trabalho do Prof. Severo Hryniewicz, da Fundação Getúlio Vargas, e considerei a leitura bem oportuna para os problemas que vivenciamos atualmente.
Endereço do texto: http://revistaidea.com.br/clip-n/Arquivos/3.pdf
Boa leitura.
Conceição
Pesquisando sobre o assunto acima, encontrei este trabalho do Prof. Severo Hryniewicz, da Fundação Getúlio Vargas, e considerei a leitura bem oportuna para os problemas que vivenciamos atualmente.
Endereço do texto: http://revistaidea.com.br/clip-n/Arquivos/3.pdf
Boa leitura.
Conceição
segunda-feira, julho 25, 2011
Você é o que deseja ser
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| Crédito da imagem:Twitfoto.org |
Recebi esta mensagem via e-mail e espero que apreciem seus ensinamentos.
Você é o que deseja ser
Ao sair pela manhã, deu um longo beijo em sua amada, fez sua oração matinal de agradecimento a Deus pela sua vida, seu trabalho e suas realizações.
Tomou café com a esposa e os filhos e os deixou no colégio. Dirigiu-se a uma das suas empresas.
Cumprimentou todos os funcionários com um sorriso. Ele tinha inúmeros contratos para assinar, decisões a tomar, reuniões com vários departamentos, contatos com fornecedores e clientes.
Por isso, a primeira coisa que falou para sua secretária, foi: calma, vamos fazer uma coisa de cada vez, sem stress.
Ao chegar a hora do almoço, foi curtir a família. À tarde, soube que o faturamento do mês superara os objetivos e mandou anunciar a todos os funcionários uma gratificação salarial.
Graças a sua calma e otimismo, conseguiu resolver tudo, apesar da agenda cheia. Como era sexta-feira, João foi ao super mercado, voltou para casa, saiu com a família para jantar.
Depois, foi dar uma palestra para estudantes, sobre motivação.
Enquanto isso, Mário em um bairro pobre de outra capital, como fazia todas as sextas-feiras, foi ao bar jogar e beber.
Estava desempregado e, naquele dia, recusara uma vaga como auxiliar de mecânico, por não gostar do tipo de trabalho.
Mário não tinha filhos, nem esposa. A terceira companheira partira, cansada de ser espancada e viver com um inútil.
Ele morava de favor, num quarto muito sujo, em um porão. Naquele dia, bebeu, criou confusão, foi expulso do bar e o mecânico que lhe havia oferecido a vaga em sua oficina, o encontrou estirado na calçada.
Levou-o para casa e depois de passado o efeito da bebedeira, lhe perguntou por que ele era assim: sou um desgraçado, falou. Meu pai era assim. Bebia e batia em minha mãe.
Eu tinha um irmão gêmeo que, como eu, saiu de casa depois que nossa mãe morreu. Ele se chamava João. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.
Na outra capital, João terminou a palestra e foi entrevistado por um dos alunos: por favor, diga-nos, o que fez com que o senhor se tornasse um grande empresário e um grande ser humano?
Emocionado, João respondeu: devo tudo à minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo. Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego algum.
Quando minha mãe morreu, saí de casa, decidido que não seria aquela vida que queria para mim e minha futura família. Tinha um irmão gêmeo, Mário, que também saiu de casa no mesmo dia. Nunca mais o vi. Deve estar vivendo desta mesma forma.
* * *
O que aconteceu com você até agora, não é o que vai definir o seu futuro, e sim a maneira como você vai reagir a tudo que lhe aconteceu.
Não lamente o seu passado. Construa você mesmo o seu presente e o seu futuro.
Aprenda com seus erros e com os erros dos outros.
O que aconteceu é o que menos importa. Já passou.
O que realmente importa é o que você vai fazer com o que vai acontecer.
E esta é uma decisão somente sua. Você decide o seu dia de amanhã. De tristeza ou de felicidade. De coisas positivas ou de amargura e desgraças.
Pense nisso, mas pense agora!
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